Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Tempting the Gods

Já que ainda não sofri qualquer agressão física derivado do meu ultimo post, vou aprofundar um pouquinho mais o assunto.

Eu, faz já algum tempo, dediquei um pouco do meu tempo para tentar perceber a mecânica do pensamento feminino, e descobri, que se fizermos um estudo biológico dos cérebros masculinos e femininos, encontramos várias diferenças no seu funcionamento, especialmente derivado das diferenças hormonais entre os dois. Mas de todas as diferença aquela que me parece estar na génese de todo o problema de como havemos de olhar para mulheres, e como os homens se sentem sós na sua estrutura de pensamento surge no chamado "corpus callosum".

O "corpus callosum" é o meio através do qual os hemisférios direito e esquerdo do cérebro humano entra em contacto, e é extremamente mais desenvolvido na mulher. Basicamente podemos descrever isto dizendo que as mulheres conseguem usar ambos os hemisférios do cérebro ao mesmo tempo, enquanto que os homens não (ou muito menos). Sendo que o hemisfério esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, racional, e o esquerdo pelo intuitivo, eu vou imediatamente fazer uma aproximação grotesca. Uma aproximação digna de Rouseau...

Aquilo que separa as mulheres dos homens é que as mulheres sentem enquanto pensam, e separam menos aquilo que é um pensamento analítico, daquilo que é uma intuição, ou um sentimento de certidão. Por outro lado um homem pode misturar ambos, mas para si, ele sabe quando está a sentir e quando está a pensar; ou seja, ele tem menos dificuldade em distinguir quando está a pensar de uma forma desapaixonada, de quando está a raciocinar sobre um pânico.

Penso que é aqui que surge o problema quando analisamos a moral de uma mulher do ponto de vista de um homem. Para um homem aquilo que realmente é importante é exactamente a capacidade de separar o sentimento da realidade.
Os princípios do homem são:
  • Coragem : a capacidade de agir, independetemente do medo que sente;
  • Altruísmo : a capacidade de abdicar de algo independentemente de quanto gostaríamos de a ter;
  • Honra : a capacidade de tomar decisões com base não naquilo que nós queremos, mas num conjunto de valores superiores.
  • Confiança : a capacidade de acreditar em alguém apesar daquilo que pensamos e poderemos raciocinar sobre o assunto. Confiar em alguém quando essa pessoa está de acordo connosco é vazio.
  • (...)
As mulheres não compreendem estes conceitos da mesmo forma que o homem, pois para uma mulher é extremamente difícil separar aquilo que ela sente ser o que está certo, daquilo que ela pensa estar certo. O sentimento é quase igual, e isso leva-a a assumir essa informação como equivalente.

Eu não digo que os valores do homem são certos e os das mulheres errados. Apenas noto algo que é evidente para mim: o homem, nos seus princípios, nega a própria natureza da mulher!

E antes que começem a desconversar, eu sei que as mulheres também têm como valores a coragem, o confiança, etc... a diferença é que para uma mulher estes conceitos têm significados diferentes do que para um homem. Tanto um homem como uma mulher, na prática, caem em paradoxos com os seus valores. Mas eu apenas estou a falar nos valores em que eles acreditam... Não nos que impõem na vida real!

1 comentários:

  1. Estou em desacordo apenas com a utilização da palavra altruísmo. Na minha opinião, uma pessoa, homem ou mulher só age movida por um interesse pessoal. O interesse pode ser ajudar outra pessoa por algo que sinta por ela ou por achar que é o correcto. Mas tudo isso consiste numa decisão com via a uma compensação. A mulher, parece-me a mim que quer, em geral, uma compensação emocional e afectiva. O homem quer uma compensação em termos de reconhecimento. Não quer que o amem. Quer que reconheçam a sua coragem, espírito de cooperação e em última análise, ter honra em si mesmo ou ser honrado. Isso resulta numa actuação virada para o exterior, mas a compensação é sempre interior. Já a mulher parece agir sempre em torno de si mesma pois não está na sua natureza a necessidade de provar o seu valor.

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